Tudo sobre nicotina
O que é nicotina?
Nicotina é o nome de uma
substância alcalóide básica, liquido de cor amarela com cheiro
desagradavel e venenoso, que constitui o princípio ativo do tabaco.
Provoca cancro nos pulmões devido à metilização que ocorre no DNA (liga
um radical metila, CH3). A pirrolidina (nicotina) sofre reações
metabólicas (com NO+), oxidação e abertura do anel transformando-se em
4-(n-metil-n-nitrosamino)-1-(3-piridil)-1-butanona (CETONA) e
4-(n-metil-n-nitrosamino)-4-(3-piridil)-butanal (ALDEÍDO). O
nitrosamino possui uma forma de ressonância onde um carbocátion é
facilmente doado à uma base nitrogenada do DNA (guanina, citosina,
adenina ou timina), causando uma falha de transcrição, levando à
possibilidade de desenvolvimento do câncer.
Efeitos da nicotina
A
nicotina age sobre os receptores nicotínicos de acetilcolina em
pequenas quantidades estimula estes o que causa uma libertação de
adrenalina, emoção e em grandes quantidades bloqueia-os sendo esta a
causa da sua toxicidade e eficácia como insecticida.
O seu
efeito quando consumida como tabaco manifesta-se de duas maneiras
distintas: tem um efeito estimulante e, após algumas tragadas
profundas, tem efeito tranquilizante, bloqueando o stress. Seu uso
causa dependência psíquica e física, provocando sensações
desconfortáveis na abstinência. Em doses excessivas, é extremamente
tóxica: provoca náuseas, dor de cabeça, vômitos, convulsão, paralisia e
até a morte. A dose letal (LD50) é de apenas 40mg-60mg/kg em humanos o
que faz dela um veneno muito forte.
Na indústria, é obtida
através das folhas do tabaco, e é utilizada como um inseticida (na
agricultura) e vermífugo (na pecuária). Pode ainda ser convertido para
o ácido nicotínico e, então, ser usado como suplemento alimentar.
Dados
estatísticos indicam que há uma clara correlação entre o número de
cigarros fumados diariamente e o risco de morte por câncer no pulmão e
doenças cardiovasculares. De acordo com a American Cancer Society,
"...mais pessoas morrem todos os dias por doenças relacionadas ao fumo
do que por AIDS, álcool, acidentes de carro, incêndios, drogas,
assassinatos e suicídios juntos." Numerosos estudos comprovam que o
consumo de tabaco causa diversos males à saúde, mas, mesmo assim, todos
os dias milhares de jovens e adolescentes começam seu caminho à
dependência química da nicotina. Embora existam muitos centros de apoio
à recuperação dos drogados (muitos mesmo na internet), e uma enorme
campanha educativa para a prevenção ao vício, o número de fumantes não
diminui com o passar dos anos. As pessoas assumem, conscientemente, o
risco real de contrair inúmeros males, tanto pelo efeito de dependência
criado pelo tabaco como por vontade própria.
A dependencia no cigarro
é bem maior em função do fumo por ter uma substância chamada
aspetiroidina do que propriamente na nicotina, é o que mostra os
estudos do artigo publicado na revista World'Science de Nova York.
A Nicotina no cérebro
No
exemplar de 22 de setembro de 1995 da revista Science, pesquisadores do
Columbia-Presbyterian Medical Center publicaram um artigo revelando o
mecanismo de ação da nicotina no SNC.
Eles identificaram um novo
receptor, chamado de receptor nicotínico, que se activa nicotina. Este
receptor, normalmente, activa-se normalmente com acetilcolina, mas na
presença de nicotina é activado também por esta.
A nicotina
induz a a liberação do neurotransmissor glutamato, que é um
neurotransmissor excitatório envolvido na plasticidade sináptica sendo
esta uma das possiveis causas para o efeito da nicotina em melhorar a
memória(normalmente não pela forma de tabaco o que reduz a oxigenação
cerebral).
O vicio do tabaco é causado pelo aumento de dopamina
nos circuitos de recompensa do cerebro tal como nas outras drogas
viciantes, actualmente põe-se a hipotese que outros compostos no fumo
do tabaco que não a nicotina sejam inibidores da Monoamina
Oxidase(MAO), que é a enzima responsavel pela degradação da dopamina no
cerebro, incluindo no circuito de recompensa.
Dois anos mais
tarde, dois cientistas do National Institute of Environmental Health
Sciences, em Washington D.C., descobriram que estes receptores, no
hippocampus, estão associados aos processos de aprendizado e memória.
Os cientistas também elaboraram um mecanismo molecular que pode ajudar
a explicar algumas patologias, como algumas formas de epilepsia,
doenças de Alzheimer e Parkinson, dependência de nicotina e depressão.
Seu trabalho foi publicado, em 1997, no Journal of Physiology.
As
ações da nicotina se fazem fundamentalmente através do sistema nervoso
autônomo. Ocorre uma resposta bifásica, em geral com estímulo
colinérgico inicial, seguido de antagonismo dependendo das doses
empregadas. Pequenas doses de nicotina agem nos gânglios do sistema
nervoso autônomo, inicialmente como estímulo a neurotransmição e,
subseqüentemente, como depressor. O uso de altas doses de nicotina tem
rápido efeito estimulante seguido de efeito depressor duradouro
possivelmente tóxico.
(Via Wikipedia)
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